quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Primeira mulher a discursar na abertura da assembléia da ONU.



Presidenta Dilma Rousseff dedica premiação internacional ao povo brasileiro

  A presidente Dilma Rousseff foi agraciada nessa terça-feira (20/9), em Nova York, com o prêmio na categoria Serviço Público, concedido pelo Instituto Woodrow Wilson, órgão americano que premia as personalidades que colaboram para os avanços intelectuais e científicos no mundo.
  Ao receber a premiação, a presidenta destacou que recebe a homenagem em nome do povo brasileiro, “verdadeiro agente dos avanços que o país vem experimentando nos últimos anos”. Ela destacou o fato de ser a primeira mulher que fará a abertura do Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira (21/9), e antecipou que, em seu discurso, representará a luta das mulheres de todo o mundo.
  “Representarei tanto as mulheres anônimas como também as mulheres que chegaram a postos de liderança, a situações diferenciadas, e que mostram que, sem dúvida nenhuma, esse Século XXI é o século das mulheres”.


                             Foto: Reprodução de internet

  Ao discursar na abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta quarta-feira (21/09) a presidenta Dilma Rousseff disse que a crise global é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Dilma destacou que, se a situação não for contida, pode se transformar em uma ruptura sem precedentes.
  Primeira mulher a discursar na abertura da assembleia da ONU, Dilma defendeu a necessidade de esforços de integração das nações para a superação da crise e retomada do crescimento. “Não haverá retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificaram os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e das demais instituições multilaterais como o G-20, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial”.
  Para ela, “a ONU e essas organizações precisam emitir com máxima urgência sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica”.
  Dilma disse ainda que o Brasil está apto a ajudar os países em desenvolvimento e que é preciso lutar contra o desemprego no mundo.
  O dia de Dilma, porém, inclui também atividades fora da 66ª Assembleia Geral da ONU. Há reuniões bilaterais previstas com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, do Chile, Sebastián Piñera, do Peru, Ollanta Humala, e da Colômbia, Juan Manuel Santos.
  “A internet e as redes sociais vêm desempenhando papel cada vez mais importante para a mobilização cívica na vida política. Vimos o poder dessas ferramentas no despertar democrático dos países do Norte da África e do Oriente Médio sacudidos pela Primavera Árabe”, disse Dilma, referindo-se aos conflitos nos países muçulmanos que eclodiram com manifestações populares, algumas utilizando a internet, em defesa da democracia e da preservação dos direitos fundamentais.
  Dilma chegou no último domingo (18) a Nova York, onde fica até quinta-feira (22/09) à noite. Antes do retorno ao Brasil, a presidenta se reúne com os líderes mundiais para conversar sobre uma das principais preocupações da comunidade internacional: a segurança nuclear.
  As atenções do mundo foram redobradas depois dos acidentes radioativos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em março deste ano, decorrentes do terremoto seguido por tsunami. As cidades em volta da usina foram esvaziadas, vegetais e carne produzidos na região estão proibidos e o governo monitora os moradores com receio da elevação do nível de contaminação.
  Também na quinta-feira, Dilma participará de reuniões que se referem à necessidade de os líderes mundiais se comunicarem antes de partir para a chamada ação – é a denominada diplomacia preventiva, uma tradição da diplomacia brasileira.

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