sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EDITORIAL DA FOLHA DE JOSÉ BONIFÁCIO 14/08.

                                             "Pacote de horrores"

" É com essa expressão que o jornal Diário da Região, de Rio Preto, está tratando o aumento dos vereadores dessa cidade. A palavra “pacote” é resultado do conjunto de projetos que, além de aumentar o número de cadeiras no Legislativo e criar mais cargos, propõe também aprovação de lei que concede ao vereador rio-pretense 75% de aumento nos subsídios. Na edição desta sexta-feira, 12, a manchete do Diário, após a palavra “Vergonha” foi: “Oscarzinho aplica passa-moleque na população e vereadores deixam sessão escoltados pela polícia”. Para complicar, a população mobilizou-se e faz pressão contra tudo isso, daí a alegação de falta de segurança. A Câmara de Rio Preto adiou a votação dos projetos exatamente sob essa alegação. E nós, aqui, o que dizer do aumento de 88% nos subsídios de nossos vereadores? Cientes de que essa elevação desmedida de quase 100% deve ser antipática ao povo, nossos vereadores fizeram questão de destacar que o aumento não é para eles próprios, mas sim para os que forem eleitos nas próximas eleições. E daí ? Para eles ou para outros, quem vai pagar a conta é mesmo o povo. Observem ainda que esse aumento que passa de 80%, é bem menor dos que foram aprovados para prefeito (12%), vice-prefeito (22%) e presidente da Câmara (17%). Só para os vereadores o aumento foi um “horror”. O que ficou bem visível, durante a sessão em que esses aumentos foram aprovados, foi a ansiosa preocupação de nossos vereadores em tentar amenizar o impacto negativo que, com certeza, deverá atingir nossa população. Para tanto, a principal desculpa era a de que o aumento não era para eles próprios, mas só para os vereadores que forem eleitos na próxima eleição. Será que essa desculpa irá minimizar o volume do aumento de gastos do orçamento municipal? Os vereadores se esqueceram de que o povo é quem vai pagar ou eles têm “Vergonha” de reconhecer publicamente esta verdade? Nosso povo não se manifestou, mas isso não foi por inércia ou indiferença. O motivo principal é que nossa Câmara ainda não aprendeu o caminho da transparência. Nenhuma divulgação antecipada foi feita desse projeto. Assim, o que acabaram aprovando deverá ser uma surpresa para nossa população. E bote surpresa nisso!" 

domingo, 21 de agosto de 2011


 

Projeto de Lei
  
  Projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT-BA), que pretende proibir que o governo do estado e prefeituras baianas contrate bandas que executam músicas com letras ofensivas as mulheres.
  A proibição de músicas baianas de duplo sentido que de certa forma possam ofender ou desvalorizar as mulheres em eventos que são organizados pelo governo, o projeto está causando grande repercussão entre as pessoas, que se dividem em concordar e outros que são contra.
  O programa de TV Fantástico promoveu uma enquete em seu site, para saber se os telespectadores eram “contra” ou a “favor” da proibição. O resultado mostrou que 57% dos internautas são a favor da nova lei estadual.
  Concordo plenamente com o projeto de lei, músicas como está “Olha, mulher é igual à lata, um chuta e outro cata, um chuta... eu chutei você catou”. São ofensivas e colocam a mulher em uma condição de objeto, denigre a imagem da mulher em nossa sociedade.
  A deputada alega que essa medida ajudará a educar a população, estás músicas que incentivam a violência e o preconceito as mulheres. Já os cantores que cantam este tipo de música dizem que é apenas uma brincadeira, é que a maldade está na cabeça das pessoas. Pare e Reflita! Eu prefiro tapar os ouvidos a ter que escutar este negócio que chamam de música, que são maliciosas, desvalorizam e desrespeitam as mulheres.
A Política Brasileira Do Século XXI

Entrevistado: José Antonio Maldonado

Bibliografia: Nascido aos 27 de junho de 1963 na cidade de São José do Rio Preto. Filho de José Felipe Maldonado e Zulmira Rodrigues Maldonado. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito Riopretense e em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Pós-graduado em Didática do Ensino Superior.

Profissão: Professor e advogado

Legislaturas: 2009/12 José Bonifácio - SP

Partido: PPS - Partido Popular Socialista - 23
Atuações Parlamentares: Presidente da Câmara 2009/2010                          

Questionário

1 - Você acredita na política brasileira?
R: Sim, a política é o maior instrumento de transformação social.

2 - O que você achou da criação do projeto ficha limpa?
R: É um projeto muito interessante, embora muitos itens de sua concepção original acabou sendo modificado, o que acaba facilitando a permanência e entrada de políticos corruptos.

3 - O que pensa sobre pessoas que não conhecem a política se Candidatarem. Exemplo: Tiririca? Será que vão ajudar o povo ou apenas enriquecer?
R: No sistema democrático isso é possível, e também os regimentos partidários abrem possibilidades para os nossos como artistas que têm reconhecimento nacional, acabam sendo alias de partidos menores, com a finalidade de aumentar o número de representação. Lógico, que temos bons artistas, mas não acredito no potencial político do Tiririca. O voto para Tiririca é um grande recado do eleitor aos maus políticos.

4 - Você, como político e professor, concorda que os políticos brasileiros, em sua maioria representam um mau exemplo aos adolescentes do país? Justifique.
R: Não diria na sua maioria, o que acontece é que devido a atuação corrupta de alguns, todos acabam levando a fama. Mas isso não acontece só na política em todas as esferas sociais temos gente boa e ruim. No caso do político fica mais evidente, pois são eles que deveriam levar a população os benefícios dos impostos.

5 - Em sua opinião, os políticos, para serem eleitos, deveriam ter um curso superior? Por quê?
R: Não, tem muita gente inteligente que não tem curso superior, a obrigatoriedade deveria ser para a alfabetização. Sou Contrario à eleição de políticos que não sabem ler/escrever.

6 - Você acha que o Brasil deveria adotar o voto facultativo, assim como nos EUA? Por quê?
R: Ainda é cedo para tomar essa medida, pois as questões culturais brasileiras são diferentes as do USA.

7 - A política do “pão e circo” acontece nos dias de hoje. O que poderia ser feito para que isso deixasse de acontecer?
R: Hoje o avanço já e significativo. Com a lei de responsabilidade fiscal isso já mudou em parte. Quando a lei determina que 25% devem ser aplicados na educação e 15% na saúde, entendo que em valores já não será canalizados para tal política.

8 - Ao invés de uma política predominantemente assistencialista, nossos governantes deveriam investir mais em educação, a fim de que pessoas pudessem ter autonomia financeira e não depender de assistência do governo. Ex: bolsa família. O que você pensa sobre isso?
R: As bolsas oferecidas visam diminuir os distanciamentos sociais. A política de bolsas ela tem como meta acabar com assistencialismo. Pois oferece cursos para a pessoa mudar de vida e não precisar mais das bolsas.

9 - Atitudes corruptas vêm manchando a imagem de nossos políticos, como esse problema poderia ser resolvido?
R: Com punições severas e exemplares, ou seja, acabar com “as pizzas”.

10 - Que retrato você faria da política brasileira?
R: Sofrível, uma paciente que acabou de sair da UTI, mas com grandes possibilidades de melhoras. O remédio é amargo, mas cabe à população esse papel, pois a ela é dada as condições de mudar pelo voto.