domingo, 24 de abril de 2011




Cidadania Ativa e Passiva

Na cidadania passiva a "noção de cidadania está apenas associada aos deveres e direitos do indivíduo na vida coletiva". Sim, o foco é o indivíduo, ou seja, a esfera individualista sublima-se, pois nesta perspectiva só se reivindica quando algo nos afeta diretamente e só se destaca nossa obrigação individual e não coletiva. Formam-se assim os cidadãos que na linguagem popular "só olham para seus próprios umbigos", ou seja, ficam tão centrados em si mesmos que nem ao menos se reconhecem como parte de um coletivo ou não tem a dimensão da força que a coletividade pode ter na sociedade. O próprio termo ativa já implica a idéia de sair do estado de resignação em prol de ação, no caso a participação na vida da sociedade. Então, não há como ser neutro, toda cidadania é em si política, pois pressupõe participação nos assuntos de ordem pública.

A cidadania ativa é cotidiana. Exige o enfrentamento das mazelas sociais, da corrupção, dos desmandos, dos maus tratos produzidos por aqueles que deveriam atender bem ao contribuinte. O posicionamento sobre assuntos controversos, que se admita o contraditório, que se treine a convivência entre diferenças e divergências dentro dos limites das leis do país e dos costumes.


A cidadania passiva é complacente, omissa e conivente, e seus adeptos sofrem da “síndrome de Pilatos” (“Isso não e comigo!”). Lavam as mãos diante de tudo que lhes afete a rotina ou lhes fira algum interesse pessoal.

"A cidadania não é atitude passiva, mas ação permanente, em favor da comunidade."
(Tancredo Neves)


Comentário: Devemos fazer nossa parte, lutar pelos nossos direitos agindo dentro da lei, de forma sabia que possa nos ajudar coletivamente, usando o senso crítico, uma forma mais cuidadosa de analisar o que está acontecendo realmente. E ai vai esperar tudo cair do céu? Ou vamos trabalhar juntos para alcançar os objetivos, é muito importante, pois sozinhos dificilmente conseguiremos transformar a nossa realidade. (Alef Maximiliano)


Imaginar que a terra
Possa ser bem melhor
Pra permitir sementes
Sem dividir o chão
Imaginar a fome
Dando lugar ao pão.


Não é loucura nem sonho
Além de mim há mais alguém
Se junte a quem pensa assim também
Que esse mundo vai ser um só.

(John Lennon)


"Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país."
(John F. Kennedy)




sábado, 23 de abril de 2011



Cidadão e Cidadania - O que é ser Cidadão

Afinal, o que é ser cidadão?
Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho justo, à saúde, a uma velhice tranquila.

Como exercemos a cidadania?
Cidadania é a expressão concreta do exercício da democracia. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Expressa a igualdade dos indivíduos perante a lei, pertencendo a uma sociedade organizada. É a qualidade do cidadão de poder exercer o conjunto de direitos e liberdades políticas, socio-econômicas de seu país, estando sujeito a deveres que lhe são impostos. Relaciona-se, portanto, com a participação consciente e responsável do indivíduo na sociedade, zelando para que seus direitos não sejam violados. 
A cidadania instaura-se a partir dos processos de lutas que culminaram na Independência dos Estados Unidos da América do Norte e na Revolução Francesa. Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado nos deveres dos súditos e passaram a estruturá-lo a partir dos direitos do cidadão. Desse momento em diante todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e a prática de cidadania e o mundo ocidental o estendesse para a s mulheres, crianças, minorias nacionais, étnicas, sexuais, etárias.



Deveres

- Votar para escolher nossos governantes.
- Cumprir as leis.
- Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
- Educar e proteger nossos semelhantes.
- Proteger a natureza.
- Proteger o patrimônio público e social do País.
- Colaborar com as autoridades. 

Direitos
- Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
- Saúde, educação, moradia, segurança, lazer, vestuário, alimentação e transporte são direitos dos cidadãos.
- Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
- Ninguém deve ser submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
- A manifestação do pensamento é livre, sendo vedado o anonimato.
- A liberdade de consciência e de crença é inviolável, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto.

A Constituição de 1988 reserva cinco capítulos aos direitos fundamentais do cidadão, com várias categorias sobre os direitos individuais e coletivos.

Existem leis importantes que não podem deixar de ser conhecidas como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso.

    
Os direitos e deveres não podem andar separados. Afinal, só quando cumprimos com nossas obrigações permitimos que os outros exercitem seus direitos.